Epopéia
E foi uma saga
Teve gente pulando fora do barco
Antes mesmo dele ir para água
Melhor pra quem defendia seu espaço
Primeira vez em Colatina
Dava pra desistir na viagem
Como demorou pra chegar
Como demorou para fazer a prova
Como demorou pra voltar
O que é memorial?
E projeto? Qual projeto, "pelamordeDeus".
Metade das vagas preenchidas
E agora?
O que será que será?
Mais um processo seletivo
Gente que queria não passando
Gente que não sabia passou
Vai "mininu" faz a prova
O "mininu" passou
Mais gente passou ...
Entrevista!
A turma fechou
E vamos viajar
Contagem regressiva na van
Cada dia 2% concluído
Ê vida de gado
Teve gente atravessada
Teve gente emudecida ... "Responde Mininu!"
E vai professor ... Vem professor
20% já foram, ainda faltam 80%!
Meu Deus!
Enquanto outros eram convidados a sair da frente
E a chegar mais cedo, se fosse pra atrapalhar
Outras nasciam ...
Métodos de ensino "raquelianos" surgiam
Carecas reluziam
Califórnia, Gobetti e churrasquinho.
Alunos pretensamente dormiam e a professora
Com "pena", liberava mais cedo!
E vai professor ... Vem professor
40% já foram, ainda faltam 60%!
Meu Deus!
Época de Mexerica ...
Chuuuuuuuuuupa!
Ah, que cheirinho bom!
Chuchus brotavam na sala
Cabelos eram enrolados
Filmes de borboleta faziam chorar ...
Companheiros de ônibus
E os quatro companheiros de estrada
Churrasco em Ibiraçu
E vai professor ... Vem professor
60% já foram, ainda faltam 40%!
Falta pouco!
Vila Pavão, derrepente ficou perto
Gente desmaiando ...
Ensino a distância?
Com perfume até funciona!
Festa Junina ... Que legal!
E vai professor ... Vem professor
80% já foram, ainda faltam 20%!
Ta quase acabando, ufa!
É hora da história
E ninguém melhor pra contá-las
Do que Forrest Gump!
Gol Cartesiano!
Festa no ônibus!
E vai professor ... E vamos nós ...
Acabou?!?!?!
Saudade!
Wagner Kirmse Caldas
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
domingo, 16 de setembro de 2007
A Estrada
Escrevi esse quando era adolescente, mas gosto muito dele, por mais que seja ingênuo.
Nossa vida é como uma estrada ... tem início quando você nasce
E acaba ... será que acaba?
Faça sua vida como uma estrada trafegável,
É inevitável que existam buracos ...
Tape-os com esperança e paciência
Também haverão obstáculos
Remova-os com firmeza e cuidado
E se surgirem curvas, não derrape ...
Não ande no meio de sua estrada
Escolha a mão dos que vão
Para que não seja atropelado pelos que vem em sentido contrário.
Existirão aqueles que lhe farão críticas
Seja por sua forma de conduzir
Ou mesmo pelo seu modo de ser, pensar ou agir
Não lhes dê atenção
Fixe-se na sua estrada.
O caminho é longo e acidentado
Se encontrar alguém no acostamento necessitando ajuda, ajude
Pode ser que um dia seja você no acostamento
Se precisar de ajuda, peça
Encontrará entroncamentos no caminho
Escolha o caminho certo, e não os atalhos
Apegue-se à sua estrada ... Ame seus passos
Preste atenção nos avisos
Eles podem ser úteis
Não corra muito, aprecie a paisagem
Saiba que para onde você vai
Não é a velocidade que conta, mas sim o cuidado
Não faça "barbeiragens", você pode atrapalhar alguém
Viva e deixe viver ...seja sempre você mesmo
Você não é obrigado a mudar seu caminho
Apenas para agradar os amigos ou desconhecidos
Ande com responsabilidade
Saiba sorrir
Não dê as costas às pessoas, faça amigos
Seja bom aos outros, sem esperar nada em troca
E quando chegar ao fim da jornada verá
O quanto valeu a pena saber respeitar as leis da ESTRADA.
Wagner Kirmse Caldas-1989-Revisto em 10/2002
Nossa vida é como uma estrada ... tem início quando você nasce
E acaba ... será que acaba?
Faça sua vida como uma estrada trafegável,
É inevitável que existam buracos ...
Tape-os com esperança e paciência
Também haverão obstáculos
Remova-os com firmeza e cuidado
E se surgirem curvas, não derrape ...
Não ande no meio de sua estrada
Escolha a mão dos que vão
Para que não seja atropelado pelos que vem em sentido contrário.
Existirão aqueles que lhe farão críticas
Seja por sua forma de conduzir
Ou mesmo pelo seu modo de ser, pensar ou agir
Não lhes dê atenção
Fixe-se na sua estrada.
O caminho é longo e acidentado
Se encontrar alguém no acostamento necessitando ajuda, ajude
Pode ser que um dia seja você no acostamento
Se precisar de ajuda, peça
Encontrará entroncamentos no caminho
Escolha o caminho certo, e não os atalhos
Apegue-se à sua estrada ... Ame seus passos
Preste atenção nos avisos
Eles podem ser úteis
Não corra muito, aprecie a paisagem
Saiba que para onde você vai
Não é a velocidade que conta, mas sim o cuidado
Não faça "barbeiragens", você pode atrapalhar alguém
Viva e deixe viver ...seja sempre você mesmo
Você não é obrigado a mudar seu caminho
Apenas para agradar os amigos ou desconhecidos
Ande com responsabilidade
Saiba sorrir
Não dê as costas às pessoas, faça amigos
Seja bom aos outros, sem esperar nada em troca
E quando chegar ao fim da jornada verá
O quanto valeu a pena saber respeitar as leis da ESTRADA.
Wagner Kirmse Caldas-1989-Revisto em 10/2002
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Não sei ...
Não sei ...
Que direi?
Sou poeta?
Não sei a rima ...
Não sei a sílaba ...
Não sei a sina,
De quem escreve
Aquilo que sente.
Não sei ...
O que sinto?
Nem isso eu sei ...
Não sei se estou alegre.
Não sei se estou triste.
Quando rio estou alegre?
Quando choro estou triste?
Não sei ...
E se escrevo a dor ...
Isso existe?
Insiste!
Desiste.
Que direis?
Sou poeta?
(Wagner Kirmse Caldas - 12/09/07 - 0:09)
Que direi?
Sou poeta?
Não sei a rima ...
Não sei a sílaba ...
Não sei a sina,
De quem escreve
Aquilo que sente.
Não sei ...
O que sinto?
Nem isso eu sei ...
Não sei se estou alegre.
Não sei se estou triste.
Quando rio estou alegre?
Quando choro estou triste?
Não sei ...
E se escrevo a dor ...
Isso existe?
Insiste!
Desiste.
Que direis?
Sou poeta?
(Wagner Kirmse Caldas - 12/09/07 - 0:09)
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Canção da Despedida
Terceira Fase: A Valorização do EU reencontrado!
Canção da Despedida (Leoni)
Eu saí da estrada há muito tempo atrás
Indo atrás de uma miragem que desapareceu
Só os loucos acreditam em fantasmas
Como amor eterno que alguém prometeu
Eu dei mais do que podia e isso não bastou
Mas um dia a gente acorda e a febre já passou
E hoje estou de volta à vida, Aos amigos, aos sorrisos, sob o sol
E hoje estou de volta à vida, Pra você essa canção da despedida
Dessa vez perdi o rumo e a medida
Fiquei tão fraco quanto alguém pode ficar
Nessa viagem quase cego eu te seguia
E fazia quase tudo pra agradar
Eu tentava acreditar que isso é que era amor
Eu estive tão doente e agora já passou
E hoje estou de volta à vida, Aos amigos, aos sorrisos, sob o sol
E hoje estou de volta à vida, Pra você essa canção da despedida
E eu tentava acreditar que isso é que era amor
Eu estive tão doente e agora já passou
Canção da Despedida (Leoni)
Eu saí da estrada há muito tempo atrás
Indo atrás de uma miragem que desapareceu
Só os loucos acreditam em fantasmas
Como amor eterno que alguém prometeu
Eu dei mais do que podia e isso não bastou
Mas um dia a gente acorda e a febre já passou
E hoje estou de volta à vida, Aos amigos, aos sorrisos, sob o sol
E hoje estou de volta à vida, Pra você essa canção da despedida
Dessa vez perdi o rumo e a medida
Fiquei tão fraco quanto alguém pode ficar
Nessa viagem quase cego eu te seguia
E fazia quase tudo pra agradar
Eu tentava acreditar que isso é que era amor
Eu estive tão doente e agora já passou
E hoje estou de volta à vida, Aos amigos, aos sorrisos, sob o sol
E hoje estou de volta à vida, Pra você essa canção da despedida
E eu tentava acreditar que isso é que era amor
Eu estive tão doente e agora já passou
Meu Jardim
Segunda Fase: O reencontro comigo mesmo!
Meu Jardim (Vander Lee)
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim
Meu Jardim (Vander Lee)
Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Olhos de Farol
Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Henrique
Intérprete: Ney Matogrosso
Por que só vens de madrugada
E nunca estás por onde eu vou?
Somente em sonhos vi a luz
Da lua cheia
O canto da sereia
No breu da noite eu sei que
Reinas a me refletir
Olhos de farol
Porque tu és a lua e eu sou o sol
Porque só brilhas quando eu durmo
Sou condenado a te perder
Eu só queria ver andar na ventania
Luar do meio-dia
Na minha fantasia, ainda sou teu pierrô
E disfarço mal
A lágrima de amor no carnaval
Eu te vi em sonhos
A boiar no meu jardim
Lua de cetim entre os lençóis
E no céu sem nuvens
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Eu te vi rainha
Dona de nós
Imitar a voz dos rouxinóis
E no céu em chamas
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Contribuição: Giovanna Gomes Pereira
Intérprete: Ney Matogrosso
Por que só vens de madrugada
E nunca estás por onde eu vou?
Somente em sonhos vi a luz
Da lua cheia
O canto da sereia
No breu da noite eu sei que
Reinas a me refletir
Olhos de farol
Porque tu és a lua e eu sou o sol
Porque só brilhas quando eu durmo
Sou condenado a te perder
Eu só queria ver andar na ventania
Luar do meio-dia
Na minha fantasia, ainda sou teu pierrô
E disfarço mal
A lágrima de amor no carnaval
Eu te vi em sonhos
A boiar no meu jardim
Lua de cetim entre os lençóis
E no céu sem nuvens
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Eu te vi rainha
Dona de nós
Imitar a voz dos rouxinóis
E no céu em chamas
Podem as miragens
Se tornar reais e são dois sóis
Contribuição: Giovanna Gomes Pereira
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Metade
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
(Oswaldo Montenegro)
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
(Oswaldo Montenegro)
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Mistérios
Como estou um pouco sem tempo pra amalgamar, vou postar mais uma poesia musicada.
Mistérios
Esse olhar, sempre fitando o infinito
Envolto em misterios
Ainda tráz a emoção de um
Brilho bonito
Quantos já tentaram desvendar esse olhar
Quantos já trilharam os atalhos
Tortuosos desse coração
Eu não posso acreditar
Que a vida saiu pela porta eu eu não notei
Que o cavalo passou encilhado e eu não montei
Quando a banda passar vou jogar o meu corpo na rua
E se o povo cantar vou colar minha boca na sua
Vou sentir o cheiro do povo,
Vou sair pra vida de novo
Fazer tudo que até hoje não pude fazer
Vou vestir a minha seresta
Dividir o bolo da festa
Vou tentar salvar esse pouco que ainda resta,
Da minha juventude
Da minha juventude
Zé Geraldo
Mistérios
Esse olhar, sempre fitando o infinito
Envolto em misterios
Ainda tráz a emoção de um
Brilho bonito
Quantos já tentaram desvendar esse olhar
Quantos já trilharam os atalhos
Tortuosos desse coração
Eu não posso acreditar
Que a vida saiu pela porta eu eu não notei
Que o cavalo passou encilhado e eu não montei
Quando a banda passar vou jogar o meu corpo na rua
E se o povo cantar vou colar minha boca na sua
Vou sentir o cheiro do povo,
Vou sair pra vida de novo
Fazer tudo que até hoje não pude fazer
Vou vestir a minha seresta
Dividir o bolo da festa
Vou tentar salvar esse pouco que ainda resta,
Da minha juventude
Da minha juventude
Zé Geraldo
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Noites com Sol
Primeira Fase: A Constatação!
Noites Com Sol
Flávio Venturini
Composição: Márcio Vaccari
Ouvi dizer que são milagre
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragem
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
Onde só vem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com o sol e neblinas
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
Livre será se não te prendem
Constelações
Então verá que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar
Noites Com Sol
Flávio Venturini
Composição: Márcio Vaccari
Ouvi dizer que são milagre
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragem
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
Onde só vem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com o sol e neblinas
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
Livre será se não te prendem
Constelações
Então verá que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar
Esconde-esconde
Sentimentos têm medo ...
E por ter medo não se revelam!
Brincam de esconde-esconde
Num jogo pueril ..
"escondidos atrás de outras
e outras palavras" (Koehler, 2007, apud Caldas, 2007)
Querem se revelar,
Esperando que sejam encontrados,
Sem sair do seu lugar.
Wagner - 02/07/2007
E por ter medo não se revelam!
Brincam de esconde-esconde
Num jogo pueril ..
"escondidos atrás de outras
e outras palavras" (Koehler, 2007, apud Caldas, 2007)
Querem se revelar,
Esperando que sejam encontrados,
Sem sair do seu lugar.
Wagner - 02/07/2007
A Poesia
A poesia é muito mais que palavras,
Ela é calor,
Porque queima nossa mente
E cora nosso rosto.
Ela é fogo,
Porque incendeia o coração
E incandesce em nossos olhos.
Ela é vento,
Porque sopra no coração
E arrefece nosso rosto.
Ela é água,
Porque refresca nossa mente
E lacrimeja em nossos olhos.
Wagner (29/06/2007)
Ela é calor,
Porque queima nossa mente
E cora nosso rosto.
Ela é fogo,
Porque incendeia o coração
E incandesce em nossos olhos.
Ela é vento,
Porque sopra no coração
E arrefece nosso rosto.
Ela é água,
Porque refresca nossa mente
E lacrimeja em nossos olhos.
Wagner (29/06/2007)
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
!ue rio e danço e invento exclamações alegres,
Porque a ausência, essa ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
!ue rio e danço e invento exclamações alegres,
Porque a ausência, essa ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
Análise
Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
Fernando Pessoa
Que me vem de te olhar, que, ao entreter
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
Fernando Pessoa
Amalgamar
Segundo o Aurélio, amalgamar significa:
V. t. d.
1. Fazer amálgama de (mercúrio com outro metal).
2. Confundir (coisas diversas); reunir, misturar.
V. t. d. e i.
3. Misturar, combinar: 2
V. p.
4. Combinar-se, mesclar-se.
Pois bem, e o que é a poesia senão combinar/misturar palavras, esconder/revelar sentimentos, confundir/clarificar o pensamento.
Amalgamar = amálgama + gamar + amar
Este Blog é um local que utilizo para divulgar minhas poesias e poemas, dar espaço a outras colaborações e compartilhar das poesias que mais gosto.
Sinceramente
Wagner Kirmse Caldas
V. t. d.
1. Fazer amálgama de (mercúrio com outro metal).
2. Confundir (coisas diversas); reunir, misturar.
V. t. d. e i.
3. Misturar, combinar: 2
V. p.
4. Combinar-se, mesclar-se.
Pois bem, e o que é a poesia senão combinar/misturar palavras, esconder/revelar sentimentos, confundir/clarificar o pensamento.
Amalgamar = amálgama + gamar + amar
Este Blog é um local que utilizo para divulgar minhas poesias e poemas, dar espaço a outras colaborações e compartilhar das poesias que mais gosto.
Sinceramente
Wagner Kirmse Caldas
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