terça-feira, 10 de junho de 2008

Acróstico II

Minha menina mora nas montanhas
Aonde o frio contrasta com seu calor
Rajadas de vento gélido sãojavascript:void(0)
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Incapazes de provocar torpor
Ante o fogo de seu olhar
Nada conseguiria tentar se impor
A chama que me faz apaixonar

Minha vida ganhou mais sentido
E também de cores vivas se encheu
Uma grande alegria livrou o perdido

Princesa do frio
Renova-me qdo a semana findar
Enche o meu peito de calor
Serpenteie em meu pensar
Entorpeça meus sentidos
Não deixe um espaço vagar
Tome tudo o que é seu
Eu me rendo a seu cuidar

Menina Mulher, Mulher menina
Enxergo em você meu destino
Um grande prazer é ser sua sina

Faminto sou de você
Um verdadeiro glutão
Totalmente encantado
Um entregue coração
Realiza em minha vida
O encanto da paixão.

(Dedicada ao Acróstico do primeiro parágrafo e merecedora do epíteto dos demais)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Acróstico I

Muito mais do que esperava,
Apareceu-me um anjo do frio,
Reluzente como a luz da manhã.
Incendiou meu parco coração.
Atravessou meu peito como lança.
Não me perguntou nada,
Apenas me fez Feliz, e pronto.

Ponto.
Outrora silenciosos meus dias,
Zíngaros neles, hoje, fazem folia.
Zonzeando em minha cabeça,
Anunciando a boa nova:
Tem dona um ermo coração.
Trazendo à realidade quem só vivia na
Ilusão.

Dedicada ao Acróstico.

Gramatical

Veio do reino do onde
Do tempo do quando
Chegou não sei como
E me abalou quanto

Sumiram os advérbios Interrogativos
Quando me encantei com seus adjetivos
Pois, sua presença que era abstrata
Tornava-se, agora, substantiva

Agora tangível, com seus predicativos a me tocar
Dei-lhe um pronome pessoal do caso reto
Terceira pessoa singular
Hoje a vejo como artigo definido singular feminino e pontual
Que converteu-nos em pronome pessoal do caso reto
Primeira pessoa plural

Para explicá-la, somente com metáforas
Para elogiá-la, somente com hipérboles
Mesmo pleonasmos são bem-vindos
Se eu negar tudo isso, me chame paradoxal

Pois, há pouco tempo, não flexionávamos
Então, sem pensar no Pretérito Imperfeito
Hoje vivemos o tempo presente
E escrevemos um Futuro 'Mais-que-Perfeito'

O que poderia ser grande
Virou palavra superlativa sintética
Conjugar o verbo amar
Só mesmo com licença poética

Agora não existem interrogações
Nossa conversa não tem reticência casual
Vivemos, os dois, na exclamação

Wagner Kirmse Caldas
(Dedicado a minha Mariana)

sábado, 31 de maio de 2008

Ou não

Escrever pode ser arrancar espinho do pé.
Desfolhar desfiar desfazer os nós.
Escrever pode ser tentar curar.
Pode ser bordar ou tecer.
Pode ser cavar.
Escrever pode ser colocar para quarar.
Pode ser querer cuidar do que não cura.
Pode ser alívio, pode ser auxílio.
Escrever pode ser um mantra.
Ou pode ser um muro.
Pode ser um fosso.
Pode ser vazão.
Escrever pode ser certo.
Ou não.
Pode ser engano
Pode ser um dano
Um prego enferrujado, uma porta.
Uma esquina encruzilhada.
Uma porrada.
Escrever pode ser um vício.

(Viviane Mosé - Toda Palavra)

sábado, 26 de abril de 2008

Meu Jardim

No meio de um jardim
Sem aviso nem nada
Uma planta brotou
Cresceu
Onde ninguém esperava
Floresceu
Onde ninguém cultivava
Eis que se mostrou
Era uma bela Flor
Tímida se abria
Procurava a Luz
Bela, Colorida, Perfumada
Surgida do nada
Ninguém a regava
Dia após dia murchava
E ninguém percebia
Que a bela flor
Aos poucos sumia
Até que um dia se deu
Aquela bela flor, morreu
Não havia mais jeito
Poucos souberam seu nome
Que era Amor-Perfeito

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Mar e a Montanha

Um homem vivia à sombra da montanha
Um dia ele subiu a montanha e avistou o mar
Passou a admirar o azul do mar
Toda vez que a falta do mar era sentida,
Ele desafiava a montanha!
O mar foi tornando-se cada vez mais vívido
E mais vezes a ela enfrentava
Arriscando-se nas pedras e precipícios
Quando o mar se tornou essencial
Ele deixou a sombra fria da montanha
Para viver na beira do mar
Quanto tempo perdeu! - Era a verdade
Pois do mar, ele via a montanha
E da sombra, jamais teve saudade

(Wagner Kirmse Caldas)

Pensamentos

Se a loucura do mundo é poesia na pena do poeta, pego carona nas asas de pégasus pra deixar meu verso.

(Wagner Kirmse Caldas)

domingo, 9 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher

Essa é minha singela contribuição
à vocês, mulheres, que dão sentido
à nossa humilde existência

São mulheres, sim
Aquelas que buscam seu espaço
Aquelas que querem a liberdade, também
Mesmo que essa liberdade
Seja vivida ao lado de alguém
São mulheres, sim
As que querem a independência
Que não querem andar atrás de seu par
Que tem plena consciência
De que é preciso estar ao lado para caminhar
São mulheres, sim
As que gostam de se maquiar
As que gostam de receber rosas
As que gastam horas para se arrumar
As que lêem poesias para rir ou chorar
São mulheres assim:
Que riem
Que lutam
Que choram
Que amam
Que fazem de nós, homens,
Meros espectadores
de sua grandeza
e de sua beleza.


(Wagner Caldas)