Veio do reino do onde
Do tempo do quando
Chegou não sei como
E me abalou quanto
Sumiram os advérbios Interrogativos
Quando me encantei com seus adjetivos
Pois, sua presença que era abstrata
Tornava-se, agora, substantiva
Agora tangível, com seus predicativos a me tocar
Dei-lhe um pronome pessoal do caso reto
Terceira pessoa singular
Hoje a vejo como artigo definido singular feminino e pontual
Que converteu-nos em pronome pessoal do caso reto
Primeira pessoa plural
Para explicá-la, somente com metáforas
Para elogiá-la, somente com hipérboles
Mesmo pleonasmos são bem-vindos
Se eu negar tudo isso, me chame paradoxal
Pois, há pouco tempo, não flexionávamos
Então, sem pensar no Pretérito Imperfeito
Hoje vivemos o tempo presente
E escrevemos um Futuro 'Mais-que-Perfeito'
O que poderia ser grande
Virou palavra superlativa sintética
Conjugar o verbo amar
Só mesmo com licença poética
Agora não existem interrogações
Nossa conversa não tem reticência casual
Vivemos, os dois, na exclamação
Wagner Kirmse Caldas
(Dedicado a minha Mariana)
quinta-feira, 5 de junho de 2008
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