Veio do reino do onde
Do tempo do quando
Chegou não sei como
E me abalou quanto
Sumiram os advérbios Interrogativos
Quando me encantei com seus adjetivos
Pois, sua presença que era abstrata
Tornava-se, agora, substantiva
Agora tangível, com seus predicativos a me tocar
Dei-lhe um pronome pessoal do caso reto
Terceira pessoa singular
Hoje a vejo como artigo definido singular feminino e pontual
Que converteu-nos em pronome pessoal do caso reto
Primeira pessoa plural
Para explicá-la, somente com metáforas
Para elogiá-la, somente com hipérboles
Mesmo pleonasmos são bem-vindos
Se eu negar tudo isso, me chame paradoxal
Pois, há pouco tempo, não flexionávamos
Então, sem pensar no Pretérito Imperfeito
Hoje vivemos o tempo presente
E escrevemos um Futuro 'Mais-que-Perfeito'
O que poderia ser grande
Virou palavra superlativa sintética
Conjugar o verbo amar
Só mesmo com licença poética
Agora não existem interrogações
Nossa conversa não tem reticência casual
Vivemos, os dois, na exclamação
Wagner Kirmse Caldas
(Dedicado a minha Mariana)
quinta-feira, 5 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
Ou não
Escrever pode ser arrancar espinho do pé.
Desfolhar desfiar desfazer os nós.
Escrever pode ser tentar curar.
Pode ser bordar ou tecer.
Pode ser cavar.
Escrever pode ser colocar para quarar.
Pode ser querer cuidar do que não cura.
Pode ser alívio, pode ser auxílio.
Escrever pode ser um mantra.
Ou pode ser um muro.
Pode ser um fosso.
Pode ser vazão.
Escrever pode ser certo.
Ou não.
Pode ser engano
Pode ser um dano
Um prego enferrujado, uma porta.
Uma esquina encruzilhada.
Uma porrada.
Escrever pode ser um vício.
(Viviane Mosé - Toda Palavra)
Desfolhar desfiar desfazer os nós.
Escrever pode ser tentar curar.
Pode ser bordar ou tecer.
Pode ser cavar.
Escrever pode ser colocar para quarar.
Pode ser querer cuidar do que não cura.
Pode ser alívio, pode ser auxílio.
Escrever pode ser um mantra.
Ou pode ser um muro.
Pode ser um fosso.
Pode ser vazão.
Escrever pode ser certo.
Ou não.
Pode ser engano
Pode ser um dano
Um prego enferrujado, uma porta.
Uma esquina encruzilhada.
Uma porrada.
Escrever pode ser um vício.
(Viviane Mosé - Toda Palavra)
sábado, 26 de abril de 2008
Meu Jardim
No meio de um jardim
Sem aviso nem nada
Uma planta brotou
Cresceu
Onde ninguém esperava
Floresceu
Onde ninguém cultivava
Eis que se mostrou
Era uma bela Flor
Tímida se abria
Procurava a Luz
Bela, Colorida, Perfumada
Surgida do nada
Ninguém a regava
Dia após dia murchava
E ninguém percebia
Que a bela flor
Aos poucos sumia
Até que um dia se deu
Aquela bela flor, morreu
Não havia mais jeito
Poucos souberam seu nome
Que era Amor-Perfeito
Sem aviso nem nada
Uma planta brotou
Cresceu
Onde ninguém esperava
Floresceu
Onde ninguém cultivava
Eis que se mostrou
Era uma bela Flor
Tímida se abria
Procurava a Luz
Bela, Colorida, Perfumada
Surgida do nada
Ninguém a regava
Dia após dia murchava
E ninguém percebia
Que a bela flor
Aos poucos sumia
Até que um dia se deu
Aquela bela flor, morreu
Não havia mais jeito
Poucos souberam seu nome
Que era Amor-Perfeito
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O Mar e a Montanha
Um homem vivia à sombra da montanha
Um dia ele subiu a montanha e avistou o mar
Passou a admirar o azul do mar
Toda vez que a falta do mar era sentida,
Ele desafiava a montanha!
O mar foi tornando-se cada vez mais vívido
E mais vezes a ela enfrentava
Arriscando-se nas pedras e precipícios
Quando o mar se tornou essencial
Ele deixou a sombra fria da montanha
Para viver na beira do mar
Quanto tempo perdeu! - Era a verdade
Pois do mar, ele via a montanha
E da sombra, jamais teve saudade
(Wagner Kirmse Caldas)
Um dia ele subiu a montanha e avistou o mar
Passou a admirar o azul do mar
Toda vez que a falta do mar era sentida,
Ele desafiava a montanha!
O mar foi tornando-se cada vez mais vívido
E mais vezes a ela enfrentava
Arriscando-se nas pedras e precipícios
Quando o mar se tornou essencial
Ele deixou a sombra fria da montanha
Para viver na beira do mar
Quanto tempo perdeu! - Era a verdade
Pois do mar, ele via a montanha
E da sombra, jamais teve saudade
(Wagner Kirmse Caldas)
Pensamentos
Se a loucura do mundo é poesia na pena do poeta, pego carona nas asas de pégasus pra deixar meu verso.
(Wagner Kirmse Caldas)
(Wagner Kirmse Caldas)
domingo, 9 de março de 2008
Dia Internacional da Mulher
Essa é minha singela contribuição
à vocês, mulheres, que dão sentido
à nossa humilde existência
São mulheres, sim
Aquelas que buscam seu espaço
Aquelas que querem a liberdade, também
Mesmo que essa liberdade
Seja vivida ao lado de alguém
São mulheres, sim
As que querem a independência
Que não querem andar atrás de seu par
Que tem plena consciência
De que é preciso estar ao lado para caminhar
São mulheres, sim
As que gostam de se maquiar
As que gostam de receber rosas
As que gastam horas para se arrumar
As que lêem poesias para rir ou chorar
São mulheres assim:
Que riem
Que lutam
Que choram
Que amam
Que fazem de nós, homens,
Meros espectadores
de sua grandeza
e de sua beleza.
(Wagner Caldas)
à vocês, mulheres, que dão sentido
à nossa humilde existência
São mulheres, sim
Aquelas que buscam seu espaço
Aquelas que querem a liberdade, também
Mesmo que essa liberdade
Seja vivida ao lado de alguém
São mulheres, sim
As que querem a independência
Que não querem andar atrás de seu par
Que tem plena consciência
De que é preciso estar ao lado para caminhar
São mulheres, sim
As que gostam de se maquiar
As que gostam de receber rosas
As que gastam horas para se arrumar
As que lêem poesias para rir ou chorar
São mulheres assim:
Que riem
Que lutam
Que choram
Que amam
Que fazem de nós, homens,
Meros espectadores
de sua grandeza
e de sua beleza.
(Wagner Caldas)
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Epopéia
E foi uma saga
Teve gente pulando fora do barco
Antes mesmo dele ir para água
Melhor pra quem defendia seu espaço
Primeira vez em Colatina
Dava pra desistir na viagem
Como demorou pra chegar
Como demorou para fazer a prova
Como demorou pra voltar
O que é memorial?
E projeto? Qual projeto, "pelamordeDeus".
Metade das vagas preenchidas
E agora?
O que será que será?
Mais um processo seletivo
Gente que queria não passando
Gente que não sabia passou
Vai "mininu" faz a prova
O "mininu" passou
Mais gente passou ...
Entrevista!
A turma fechou
E vamos viajar
Contagem regressiva na van
Cada dia 2% concluído
Ê vida de gado
Teve gente atravessada
Teve gente emudecida ... "Responde Mininu!"
E vai professor ... Vem professor
20% já foram, ainda faltam 80%!
Meu Deus!
Enquanto outros eram convidados a sair da frente
E a chegar mais cedo, se fosse pra atrapalhar
Outras nasciam ...
Métodos de ensino "raquelianos" surgiam
Carecas reluziam
Califórnia, Gobetti e churrasquinho.
Alunos pretensamente dormiam e a professora
Com "pena", liberava mais cedo!
E vai professor ... Vem professor
40% já foram, ainda faltam 60%!
Meu Deus!
Época de Mexerica ...
Chuuuuuuuuuupa!
Ah, que cheirinho bom!
Chuchus brotavam na sala
Cabelos eram enrolados
Filmes de borboleta faziam chorar ...
Companheiros de ônibus
E os quatro companheiros de estrada
Churrasco em Ibiraçu
E vai professor ... Vem professor
60% já foram, ainda faltam 40%!
Falta pouco!
Vila Pavão, derrepente ficou perto
Gente desmaiando ...
Ensino a distância?
Com perfume até funciona!
Festa Junina ... Que legal!
E vai professor ... Vem professor
80% já foram, ainda faltam 20%!
Ta quase acabando, ufa!
É hora da história
E ninguém melhor pra contá-las
Do que Forrest Gump!
Gol Cartesiano!
Festa no ônibus!
E vai professor ... E vamos nós ...
Acabou?!?!?!
Saudade!
Wagner Kirmse Caldas
E foi uma saga
Teve gente pulando fora do barco
Antes mesmo dele ir para água
Melhor pra quem defendia seu espaço
Primeira vez em Colatina
Dava pra desistir na viagem
Como demorou pra chegar
Como demorou para fazer a prova
Como demorou pra voltar
O que é memorial?
E projeto? Qual projeto, "pelamordeDeus".
Metade das vagas preenchidas
E agora?
O que será que será?
Mais um processo seletivo
Gente que queria não passando
Gente que não sabia passou
Vai "mininu" faz a prova
O "mininu" passou
Mais gente passou ...
Entrevista!
A turma fechou
E vamos viajar
Contagem regressiva na van
Cada dia 2% concluído
Ê vida de gado
Teve gente atravessada
Teve gente emudecida ... "Responde Mininu!"
E vai professor ... Vem professor
20% já foram, ainda faltam 80%!
Meu Deus!
Enquanto outros eram convidados a sair da frente
E a chegar mais cedo, se fosse pra atrapalhar
Outras nasciam ...
Métodos de ensino "raquelianos" surgiam
Carecas reluziam
Califórnia, Gobetti e churrasquinho.
Alunos pretensamente dormiam e a professora
Com "pena", liberava mais cedo!
E vai professor ... Vem professor
40% já foram, ainda faltam 60%!
Meu Deus!
Época de Mexerica ...
Chuuuuuuuuuupa!
Ah, que cheirinho bom!
Chuchus brotavam na sala
Cabelos eram enrolados
Filmes de borboleta faziam chorar ...
Companheiros de ônibus
E os quatro companheiros de estrada
Churrasco em Ibiraçu
E vai professor ... Vem professor
60% já foram, ainda faltam 40%!
Falta pouco!
Vila Pavão, derrepente ficou perto
Gente desmaiando ...
Ensino a distância?
Com perfume até funciona!
Festa Junina ... Que legal!
E vai professor ... Vem professor
80% já foram, ainda faltam 20%!
Ta quase acabando, ufa!
É hora da história
E ninguém melhor pra contá-las
Do que Forrest Gump!
Gol Cartesiano!
Festa no ônibus!
E vai professor ... E vamos nós ...
Acabou?!?!?!
Saudade!
Wagner Kirmse Caldas
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